El Viejo Almacen -Bs.As.

Surplus Approach

“Es necesario volver a la economía política de los Fisiócratas, Smith, Ricardo y Marx. Y uno debe proceder en dos direcciones: i) purgar la teoría de todas las dificultades e incongruencias que los economistas clásicos (y Marx) no fueron capaces de superar, y, ii) seguir y desarrollar la relevante y verdadera teoría económica como se vino desarrollando desde “Petty, Cantillón, los Fisiócratas, Smith, Ricardo, Marx”. Este natural y consistente flujo de ideas ha sido repentinamente interrumpido y enterrado debajo de todo, invadido, sumergido y arrasado con la fuerza de una ola marina de economía marginal. Debe ser rescatada."
Luigi Pasinetti


ISSN 1853-0419

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OBSERVACIONES SOBRE LA INTERPRETACION SRAFFIANA DE LA TEORÍA DEL VALOR DE MARX

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30 ago. 2016

Carlos Medeiros: Seminário Privatização é a alternativa?



Carlos Medeiros faz um balanço da experiência latino-americana com as privatizações nos anos 1990. A partir da caracterização das especificidades do processo de privatização que ocorreu na América Latina comparativamente ao que se deu em outras regiões do mundo, Medeiros confronta a plausibilidade das explicações clássicas que explicariam a privatização, a saber, a preocupação com eficiência e necessidade de recursos financeiros. Como explicação alternativa, o professor propõe a atuação de uma "coalização distributiva" – termo tomado emprestado ao cientista político Mancur Olson a fim de descrever a atuação de um grupo que busca o enriquecimento a partir da redistribuição da riqueza existente ao invés de pelo processo de geração da mesma. No caso da privatização latino-americana, essa coalização distributiva teria sido formada como resultado da crise da dívida nos anos 80 e da acumulação de divisas por parte de uma elite doméstica articulada com importantes instituições financeiras internacionais. A privatização seria o resultado da atuação dessa coalisão, tendo em vista a remodelar o Estado segundo seus interesses. Líderes políticos de diferentes matizes ideológicos percebem a importância dessas novas coalizões e se alinham num padrão que se repete por toda a região.
A visão de Medeiros traz um contraponto interessante com análises que propõem a privatização como forma de "desprivatizar" o Estado via eliminação de organizações potencialmente capturáveis. O que ele propõe, em última análise, é que a privatização latino-americana não pode ser entendida sem compreender que ela foi, em primeiro lugar, produto dessa captura do Estado! 
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